Doenças Psiquiátricas

    Aqui tentaremos abordar superficialmente os temas mais comuns no consultório psiquiátrico. Não temos intenção de esgotar os assuntos, apenas informar brevemente, suscitar curiosidade e ajudá-los a se ajudarem através da informação. Além disso, cumpre lembrar que o conhecimento está em constante evolução e há dados personalizados para cada paciente, que somente o médico saberá lhe dizer. Você encontrará também na seção "Links" outros sites recomendados, com informações úteis.                                

 

 

 

  OBS: Todo o conteúdo informativo deste site foi retirado de publicações

 

 da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP)

  • Depressão


Os sintomas de depressão surgem mais frequentemente entre 15 e 30 anos de idade, mas também podem aparecer em crianças e idosos. O número e a gravidade dos sintomas pode variar entre as pessoas e em uma mesma pessoa ao longo do tempo. Cerca de 10% dos brasileiros têm depressão. A depressão é uma doença que afeta o corpo, o humor e os pensamentos e não é a mesma coisa que uma tristeza eventual, também não é um sinal de fraqueza ou um estado que se atinge pela vontade. Pessoas com depressão não podem simplesmente acalmar-se e melhorar. Sem tratamento, os sintomas podem durar semanas, meses ou anos. O tratamento adequado, no entanto, pode ajudar a maior parte dos deprimidos. 

 

 

       Existem vários tipos de depressão:

 

 

     O transtorno depressivo maior é uma manifestação que inclui sintomas depressivos (ao lado) que interferem com a capacidade de trabalhar, estudar, dormir, comer e aproveitar atividades agradáveis. O episódio depressivo pode ocorrer apenas uma vez, mas é comum que diversos episódios aconteçam ao londo da vida do portador. A depressão maior crônica pode levar à necessidade de permanecer em tratamento para sempre.

 

 

      A distimia é um tipo de depressão de menor gravidade e que envolve sintomas crônicos e de longa duração que não incapacitam, mas impedem o indivíduo de funcionar bem ou de se sentir bem. Muitas pessoas com distimia também têm episódios depressivos maiores em algum momento de sua vida.

 

 

      O transtorno bipolar de humor pode incluir períodos de depressão. Este transtorno não é tão frequente quanto as outras formas de transtorno depressivo e se caracteriza por alterações cíclicas do humor: períodos de grande euforia e de tristeza se alternam, podendo ocorrer fases sem alterações de humor entre um e outro. Às vezes, as oscilações de humor são dramáticas e rápidas, porém são normalmente graduais. No ciclo depressivo, um indivíduo pode ter qualquer um ou todos os sintomas de um transtorno depressivo.

 

 

     Mais de 80% das pessoas com depressão podem melhorar se receberem o tratamento correto.

 

 

       A escolha do tratamento irá depender do diagnóstico do paciente, da gravidade dos sintomas. Uma ampla gama de tratamentos que inclui medicamentos, psicoterapias (terapia pela fala) e outras formas de tratamento (como a Eletroconvulsoterapia) são comprovadamente eficazes para depressão.  Em geral, os episódios depressivos moderados ou graves, ou que são recorrentes, necessitarão de uma combinação destes tratamentos para um melhor resultado. O efeito terapêutico geralmente só é percebido após algumas semanas de tratamento. Uma vez que a pessoa apresente melhora, o tratamento deve ser mantido por mais alguns meses (ou, em alguns casos indefinidamente) para prevenir uma recaída.

  Os sintomas de depressão incluem:

 

- Humor persistentemente triste ou ansioso, ou "vazio"


- Sentimentos de desespero, pessimismo


- Sentimentos de culpa, desvalia, impotência


- Perda do interesse ou prazer em atividades que antes eram apreciadas


- Energia diminuída, fadiga, lentidão


- Dificuldade de se concentrar, recordar, tomar decisões


- Insônia, despertar precoce ou dormir demais


- Perda de apetite e/ou peso, ou comer demais e/ou ganho de peso


- Pensamentos de morte ou suicídio


- Inquietação, irritabilidade


- Sintomas físicos  persistentes (dores, mal estar...)


 

Folder da ABP sobre  depressão 

  • Transtorno Bipolar

     Antigamente designado como doença maníaco-depressiva, o transtorno bipolar  (TB) é um transtorno cerebral que causa oscilações fora do comum no humor, energia e na capacidade de funcionamento de uma pessoa. Diferentemente dos altos e baixos normais por que passam todas as pessoas, os sintomas do transtorno bipolar são graves. Eles podem ocasionar danos aos relacionamentos, desempenho insuficiente no trabalho ou na escola e até mesmo suicídio. No entanto, temos boas notícias: o transtorno bipolar pode ser tratado e as pessoas portadoras dessa doença podem levar uma vida normal e produtiva.
       Mais de 2 milhões de adultos norte-americanos, cerca de 1% da população de 18 anos ou mais num ano qualquer, apresentam o transtorno bipolar. Esse transtorno se manifesta tipicamente no final da adolescência ou início da idade adulta. Entretanto, algumas pessoas têm seus primeiros sintomas durante a infância e algumas os apresentam mais tardiamente na vida. Muitas vezes ele não é reconhecido como doença e as pessoas podem portar a condição anos a fio antes que ela seja corretamente diagnosticada e tratada. Assim como a diabete ou as doenças cardíacas, o transtorno bipolar é uma doença de duração longa, que tem de ser controlada cuidadosamente durante a vida da pessoa.

 

 

        O transtorno bipolar causa oscilações dramáticas no humor, de excessivamente “alto” (euforia e/ou irritação) à tristeza e desespero (ou vice-versa), freqüentemente com períodos de humor normal entre eles. Alterações graves na energia e no comportamento acompanham essas alterações do humor. Os períodos de altos e baixos são denominados episódios de mania e depressão.

 

 

       Por vezes os episódios graves de mania ou depressão podem incluir sintomas de psicose (ou sintomas psicóticos). São sintomas psicóticos comuns alucinações (ver, ouvir ou perceber de algum outro modo a presença de coisas não efetivamente presentes) e delírios (crenças falsas, mantidas com forte convicção e não influenciadas pelo raciocínio lógico nem explicadas pelos conceitos culturais habituais da pessoa). Os sintomas psicóticos no transtorno bipolar tendem a refletir o estado afetivo extremo no momento.

 

 

       Em algumas pessoas, porém, os sintomas de mania e depressão podem ocorrer juntos, no que é denominado estado bipolar misto. Os sintomas de um estado misto incluem freqüentemente agitação, dificuldade em dormir, alteração significativa no apetite, psicose e idéias de suicídio. Uma pessoa pode ter um humor muito triste e desesperado e ao mesmo tempo se sentir com muita energia.

 

 

      Os cientistas estão aprendendo a respeito das possíveis causas do transtorno bipolar através de vários tipos de estudos. Muitos cientistas concordam agora em que não há uma causa única para o transtorno bipolar em vez disso, muitos fatores atuam juntos produzindo a doença.
      Como o transtorno bipolar tende a ocorrer em famílias, os pesquisadores vêm procurando genes específicos, os “tijolos” microscópicos de DNA dentro de todas as células, que influenciam a maneira pela qual o corpo e a mente trabalham e crescem passados por gerações, que possam aumentar a chance de uma pessoa vir a ter a doença. Contudo, os genes não são toda a estória. Estudos de gêmeos idênticos, que compartilham de todos os mesmos genes, indicam que tanto genes como outros fatores contribuem para o transtorno bipolar. Se o transtorno bipolar fosse causado unicamente por genes, então o gêmeo idêntico de alguém portador da doença sempre teria a doença e as pesquisas demonstraram que isso não ocorre. Se um dos gêmeos apresenta o transtorno bipolar, porém, o outro gêmeo tem maior probabilidade de desenvolver a doença que outro irmão.
      Além disso, achados da pesquisa genética sugerem que o transtorno bipolar, assim como outras doenças mentais, não ocorre devido a um gene único. Parece provável que muitos genes diferentes atuem juntos, e em combinação a outros fatores da pessoa ou de seu ambiente, para causar o transtorno bipolar.

 

 

      Muitas pessoas com transtorno bipolar até mesmo aquelas com as formas mais graves podem obter uma estabilização considerável de suas oscilações do humor e dos sintomas relacionados por um tratamento apropriado. Como o transtorno bipolar é uma doença recorrente, o tratamento preventivo prolongado é fortemente recomendado e quase sempre indicado. Uma estratégia que combine medicação e tratamento psicossocial é ótima para o controle do transtorno ao longo do tempo.
       Em muitos casos o transtorno bipolar é controlado muito melhor se o tratamento for contínuo que se ele for intermitente. Ainda que não haja interrupções na continuidade do tratamento, porém, podem ocorrer alterações do humor, que devem ser relatadas imediatamente a seu médico. O médico pode conseguir impedir um episódio franco, fazendo ajustes no plano de tratamento. 

 Sintomas de Mania (euforia):

 


- Energia e atividade aumentadas, inquietação
- Humor excessivamente “elevado”, bom demais, eufórico
- Irritabilidade extrema
- Pensamento acelerado e falar muito e rapidamente, pulando de uma idéia para outra
- Distraibilidade, não consegue se concentrar direito
- Pouca necessidade de sono
- Crença super-valorizadas das próprias capacidades e poderes
- Juízo crítico deficiente
- Gastos excessivos
- Aumento do impulso sexual
- Abuso de drogas, especialmente cocaína, álcool e medicações para dormir
- Comportamento provocador, invasivo ou agressivo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

   

  • Transtornos de Ansiedade

    A ansiedade é uma reação natural a estímulos estressores. Porém quando esta ansiedade torna-se excessiva ou desproporcional aos estímulos que a despertaram, ela deixa de ser natural para ser patológica.

 

 

    Os transtornos de ansiedade são extremamente freqüentes e seus sintomas podem ser tanto sensações físicas quanto pensamentos incômodos. Estes sintomas estão frequentemente presentes na população saudável, quando vivenciamos uma situação incomum ou muito significativa (por exemplo, antes de fazer uma prova, de se apresentar em público ou de um encontro amoroso importante), porém é necessário que estejam presentes em um grau exagerado, afetando a vida diária da pessoa, para representar um problema que necessita de tratamento médico.

 

 

     Os transtornos de ansiedade dividem-se em diversos tipos de acordo com os sintomas predominantes.

 

 

      O transtorno do pânico tem como característica principal o ataque de pânico, uma combinação de sintomas físicos e pensamentos desagradáveis, que ocorrem sem que haja uma doença física grave o suficiente para causá-los. Estas sensações são tão intensas que frequentemente as pessoas acham que estão tendo um infarto e procuram a emergência de um hospital geral. Os principais sintomas são taquicardia, palpitações, dor na região do coração, tremores, falta de ar, suor excessivo, enjôo ou dor abdominal e sensação de morte iminente.

 

 

      O transtorno de ansiedade generalizada (TAG) é uma doença da ansiedade na qual as pessoas estão constantemente tensas, preocupadas com situações corriqueiras, antecipando problemas que poderiam acontecer. Estas preocupações são exageradas e podem causar diversas complicações, tais como problemas para dormir, dores musculares, problemas de concentração e irritabilidade.

 

 

      A fobia é um medo persistente de um objeto, animal, situação ou atividade. Este medo é tão intenso que a pessoa pode evitar qualquer situação em que possa estar exposta à causa do medo. Alguns tipos são a fobia específica, a fobia social e a agorafobia.

 

 

       A fobia específica é o medo exagerado de uma situação que não é perigosa. Dentre os medos mais comuns incluem-se o medo de voar ou de aranhas ou baratas. A fobia social é o medo exagerado de parecer envergonhado ou desprezado em situações sociais, tais como falar em público, aproximar-se de outras pessoas, ou de fazer atividades corriqueiras (como comer ou preencher um cheque) na frente de outras pessoas. A agorafobia é o medo de estar em um local ou envolvido em uma situação em que não seja possível obter auxílio caso aconteça um ataque de pânico.

 

 

      O transtorno obsessivo compulsivo (TOC) é caracterizado pela presença de pensamentos incômodos repetitivos (por exemplo, achar que não trancou a porta ao sair, ou que deixou o registro de gás aberto, ou que pode contrair doenças por tocar em coisa suja) que causam ansiedade, sendo necessário realizar uma compulsão (um ato repetitivo ou sem função) para aliviar-se deste pensamento (por exemplo, lavar as mãos dezenas de vezes ou verificar repetidamente a fechadura).

 

 

       O transtorno do estresse pós-traumático (TEPT) acontece em pessoas que passaram por experiências extremamente desagradáveis (como um assalto, uma agressão física, desastres naturais ou um acidente automobilístico). As pessoas acometidas por este transtorno podem apresentar pesadelos em que revivem o momento da experiência desagradável ou podem lembrar-se, mesmo sem querer, do momento desta experiência.

 

 

        O tratamento dos transtornos ansiosos envolve uso de medicamentos, psicoterapias ou ambos. O tratamento pode ser prolongado, pois seus objetivos são aliviar sintomas agudos da doença e também prevenir novos episódios. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 





 Folder da ABP sobre Transtornos de Ansiedade

  • TDAH

      O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é um transtorno mental e do comportamento que surge na infância e, em alguns casos, perdura durante a adolescência e até mesmo durante a idade adulta. O TDAH é caracterizado pela combinação de sintomas de desatenção aos de hiperatividade e impulsividade. Durante a infância, os portadores de TDAH são tidos como desatentos ou muito agitados (geralmente os meninos apresentam mais sintomas de hiperatividade que as meninas). 
      Um portador de TDAH freqüentemente pode ter dificuldade a prestar atenção a detalhes, cometer erros por descuidos em seus deveres e tarefas, ter dificuldade em manter a atenção em atividades educacionais, laborativas ou de lazer; parecer não estar ouvindo quando alguém está falando diretamente com ele, não seguir instruções até o fim e não concluir tarefas escolares ou obrigações, ter dificuldades de organização, não se envolver em tarefas que exijam esforço mental prolongado, perder objetos necessários às suas atividades, distrair-se com estímulos externos, não conseguir ficar parado em uma cadeira ou escrivaninha, sair do lugar em situações em que se espera que fique sentado, ter dificuldade para brincar de maneira calma, falar em demasia, responder a perguntas precipitadamente, antes que tenham completamente enunciadas, ter dificuldade para esperar sua vez e interromper os outros com freqüência. Para que um indivíduo seja considerado portador de TDAH, é necessário que estes sintomas estejam presentes desde cedo em sua vida e causem prejuízos em diversos aspectos (familiar, escolar, social).
      Boa parte dos pacientes atinge a remissão dos sintomas ao longo da vida. Alguns podem apresentar sintomas durante a adolescência e a idade adulta, porém geralmente há uma mudança no perfil, predominando os sintomas de desatenção.
      O tratamento do TDAH é realizado com uma combinação de medicamentos, orientações aos pais e professores e técnicas específicas de psicoterapia, como a terapia cognitivo-comportamental.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

  • Transtornos Alimentares

      Transtornos Alimentares são doenças que causam graves alterações na maneira como as pessoas comem e nos pensamentos e sentimentos relacionados à alimentação. Estes pacientes geralmente preocupam-se de maneira exagerada com a alimentação, com seu peso e a forma corporal. Os transtornos alimentares afetam principalmente mulheres de 12 a 35 anos de idade, porém também podem ocorrer em mulheres de outras faixas etárias e homens. Os dois tipos principais de transtorno alimentar são a Anorexia nervosa  e Bulimia nervosa.

 

 

       As pessoas com anorexia nervosa ou bulimia nervosa tendem a ser extremamente críticas sobre seus corpos. Elas geralmente sentem-se gordas, mesmo que estejam muito emagrecidas ou desnutridas. Elas também podem apresentar medo intenso de engordar e isto pode afetar todas as suas atividades. Frequentemente, os portadores de transtornos alimentares não reconhecem que têm um problema de saúde.

 

 

       A anorexia nervosa afeta cerca de 0,51% das mulheres jovens. Este transtorno é diagnosticado quando as pacientes apresentam um medo constante de engordar, mesmo estando com um peso abaixo do normal. Com isso, as alterações de comportamento apresentadas por essas mulheres podem envolver a restrição alimentar extrema ou o uso de medidas para compensar as poucas calorias ingeridas através da alimentação, seja através de exercícios exagerados, de vômitos forçados ou uso de laxantes.

 

 

       A bulimia nervosa é caracterizada por episódios em que a pessoa come, em um curto período de tempo, uma quantidade muito grande de comida, superior a que uma pessoa da mesma idade, constituição e peso comeria, por vezes engolindo sem mastigar, sem saborear, misturando diversos tipos de alimentos ou ainda comendo comida gelada. Estes episódios normalmente são interrompidos pela chegada de outra pessoa, ou quando o paciente fica tão exausto que dorme, cansado de tanto comer, ou ainda quando o estômago, de tão distendido, começa a doer. Depois destes episódios de exagero alimentar, os portadores de bulimia nervosa costumam realizar episódios de compensação para tentar evitar o ganho de peso, como provocar vômitos ou usar laxantes. Estes comportamentos normalmente ocorrem fora das vistas de outras pessoas, pois costumam causar vergonha e desconforto e não costumam ser notados até que se tornem tão frequentes que causem um prejuízo significativo à vida da pessoa. 

 

 

         O tratamento dos transtornos alimentares envolve a participação de diversos profissionais, com diversas técnicas. Habitualmente, o tratamento envolve o atendimento médico realizado por psiquiatras, com prescrição de medicamentos e psicoterapia e também por outros especialistas, como endocrinologistas, nutricionistas e psicólogos, que auxiliarão o paciente a recuperar os hábitos alimentares saudáveis. Através do tratamento adequado, os indivíduos portadores de um transtorno alimentar podem recuperar seu bem estar e auto-estima sem que o peso e a forma corporal sejam os valores mais importantes de sua vida.          

Na anorexia nervosa pode ocorrer:

 

- Interrupção da menstruação

- Osteopenia ou osteoporose

- Unhas/cabelos enfraquecidos

- Pele seca

- Anemia

- Constipação intestinal

- Redução da pressão arterial

- Queda de temperatura

- Desnutrição

- Depressão e letargia

 

 Na bulimia nervosa pode ocorrer:

 

- Garganta constantemente inflamada

- Aumento do volume das glândulas parótidas

- Alterações do esmalte do dente

- Halitose (mau hálito)

- Problemas intestinais pelo uso exagerado de laxantes

- Problemas renais causados pelo uso de diuréticos

  

 

    Folder da ABP sobre T.Alimentares 



Como fazer um diário alimentar

  • Esquizofrenia

    A esquizofrenia é uma doença mental que ocorre no mundo todo, cujas causas não são ainda completamente conhecidas. Aproximadamente 1% da população desenvolve a doença ao longo da vida. Embora afete homens e mulheres na mesma proporção, a doença frequentemente aparece mais cedo nos homens, usualmente no final da adolescência e em torno dos 20 anos. As mulheres adoecem mais tarde, em geral entre os 20 e 30 anos de idade.

 

 

      Os primeiros sinais de esquizofrenia aparecem em geral sob a forma de mudanças de comportamento. O início repentino dos sintomas psicóticos graves é chamado de "fase aguda" da doença. O surto psicótico, uma condição comum na esquizofrenia, é um estado de alteração mental caracterizado pela manifestação mais intensa de sintomas como alucinações e delírios. Algumas pessoas têm somente um surto, outras têm vários. Sintomas menos evidentes, como isolamento e retraimento social, e fala ou comportamento estranhos ou desorganizados, podem preceder, acompanhar ou vir depois do aparecimento dos sintomas psicóticos.

 

 

       Para diagnosticar a esquizofrenia é importante descartar outras doenças, pois às vezes os sintomas psicóticos podem ser motivados por outras doenças. Além disso, o abuso de certas drogas podem provocar sintomas semelhantes aos da esquizofrenia. Por este motivo, a avaliação médica, o exame físico e os exames laboratoriais devem ser feitos para afastar outras causas possíveis dos sintomas antes de se concluir que a pessoa tem esquizofrenia.

 

 

         O conhecimento básico sobre a química cerebral e sua ligação com a doença está avançando rapidamente. É provável que a doença esteja associada a algum desequilíbrio do complexo sistema de interrelações químicas do cérebro, talvez envolvendo o neurotransmissor dopamina. Muitos estudos em pessoas com esquizofrenia encontraram anormalidades na estrutura cerebral ou na função cerebral.

 

 

         Já é bem conhecido que a esquizofrenia tem um caráter genético. Entretanto, ainda não sabemos como isso é transmitido, e não se pode prever com precisão se uma determinada pessoa irá ou não desenvolver a doença.

 

 

         O tratamento pode aliviar muitos sintomas, mas muitas pessoas com esquizofrenia continuam a apresentar alguns sintomas ao longo da vida. Os medicamentos e as intervenções terapêuticas e de apoio, quando seguidos com regularidade, podem ajudar a diminuir e controlar os sintomas que trazem tanto sofrimento.

 

 

         As medicações antipsicóticas reduzem os sintomas psicóticos e geralmente permitem ao paciente funcionar mais e apropriadamente. Embora sejam os melhores tratamentos até agora disponíveis, elas não "curam" a doença.  Estes medicamentos reduzem o risco de episódios psicóticos futuros em portadores que se recuperaram de um episódio agudo. Mesmo com a continuidade do tratamento, algumas pessoas sofrerão recaídas, mas os índices de recaída são muito maiores quando o tratamento é interrompido.

 

 

         As intervenções psicossociais podem ajudar principalmente a diminuir o sofrimento e as dificuldades para o portador e sua família.        

 

 

 

 

Sintomas psicóticos

 mais comuns:

 

 - Alucinações: são percepções que ocorrem sem que haja um estímulo sensorial correspondente. Escutar vozes que os outros não escutam é o tipo de alucinação mais comum na esquizofrenia. As vozes podem descrever, comentar ou criticar as ações da pessoa, assim como aconselhar, dar ordens ou conversar entre si (várias vozes).

 - Delírios:  são crenças falsas que não cedem frente à argumentação lógica ou evidências contrárias, e não são coerentes com crenças ou conceitos compartilhados no mesmo grupo ou comunidade. Podem abranger diversos temas como perseguição, traição, conspiração, ou de grandeza. 

- Desorganização do pensamento: a doença comumente afeta a capacidade da pessoa de pensar "corretamente". Os pensamentos podem ir e vir rapidamente. Os pacientes podem ser incapazes de conectar os pensamentos em uma sequência lógica.

- Expressão emocional: uma pessoa com esquizofrenia pode não mostrar os sinais de uma emoção normal, pode falar com vóz monótona, ter as expressões faciais diminuídas e parecer extremamente apática.

 - Retração social: a pessoa pode retrair-se socialmente, evitando qualquer contato com os outros.

 

 

 Folder da ABP

 sobre Esquizofrenia

  • Tabagismo

     O tabaco é uma planta cujo nome científico é Nicotiana tabacum, da qual é extraída uma substância chamada nicotina. Seu uso surgiu aproximadamente no ano 1.000 a C., nas sociedades indígenas da América Central, em rituais mágicos-religiosos com objetivo de purificar, contemplar, proteger e fortalecer os ímpetos guerreiros, além de acreditar que a mesma tinha o poder de predizer o futuro. A planta chegou ao Brasil provavelmente pela migração de tribos tupis-guaranis. A partir do século XVI, o seu uso foi introduzido na Europa, por Jean Nicot, diplomata francês vindo de Portugal, após ter-lhe cicatrizado uma úlcera de perna, até então incurável.
     No início, utilizado com fins curativos, através do cachimbo, difundiu-se rapidamente, atingindo Ásia e África, no século XVII. No século seguinte, surgiu a moda de aspirar rapé, ao qual foram atribuídas qualidades medicinais, pois a rainha da França, Catarina de Médicis, o utilizava para aliviar suas enxaquecas.
      No século XIX, iniciou-se o uso do charuto, através da Espanha atingindo toda a Europa, Estados Unidos e demais continentes, sendo utilizado para demonstração de ostentação. Por volta de 1840 a 1850, surgiram as primeiras descrições de homens e mulheres fumando cigarros, porém somente após a Primeira Guerra Mundial (1914 a 1918) seu consumo apresentou uma grande expansão. Seu uso espalhou-se por todo mundo a partir de meados do século XX, com ajuda de técnicas avançadas de publicidade e marketing, que se desenvolveram nesta época.
       A partir da década de 60, surgiram os primeiros relatórios científicos que relacionaram o cigarro ao adoecimento do fumante e hoje existem inúmeros trabalhos comprovando os malefícios do tabagismo à saúde do fumante e do não fumante exposto à fumaça do cigarro. Hoje o fumo é cultivado em todas as partes do mundo e é responsável por uma atividade econômica que envolve milhões de dólares. Apesar dos males que o hábito de fumar provoca, a nicotina é uma das drogas mais consumidas no mundo.
         Os principais efeitos da nicotina no Sistema Nervoso Central são: elevação leve no humor (estimulação) e diminuição do apetite. A nicotina é considerada um estimulante leve, apesar de um grande número de fumantes relatarem que se sentem relaxados quando fumam. Essa sensação de relaxamento é provocada pela diminuição do tônus muscular.
       Essa substância, quando usada ao longo do tempo, pode provocar o desenvolvimento de tolerância, ou seja, a pessoa tende a consumir um número cada vez maior de cigarros para sentir os mesmos efeitos que originalmente eram produzidos por doses menores.
        Alguns fumantes, quando suspendem repentinamente o consumo de cigarros, podem sentir fissura (desejo incontrolável por cigarro), irritabilidade, agitação, prisão de ventre, dificuldade de concentração, sudorese, tontura, insônia e dor de cabeça. Esses sintomas caracterizam a síndrome de abstinência, desaparecendo dentro de uma ou duas semanas. A tolerância e a síndrome de abstinência são alguns dos sinais que caracterizam o quadro de dependência provocado pelo uso de tabaco.
        A nicotina produz um pequeno aumento no batimento cardíaco, na pressão arterial, na freqüência respiratória e na atividade motora. Quando uma pessoa fuma um cigarro, a nicotina é imediatamente distribuída pelos tecidos. No sistema digestivo provoca queda da contração do estômago, dificultando a digestão. Há um aumento da vasoconstricção e na força das contrações cardíacas.
       A fumaça do cigarro contém várias substâncias tóxicas ao organismo. Dentre as principais, citamos a nicotina, o monóxido de carbono, e o alcatrão. O uso intenso e constante de cigarros aumenta a probabilidade de ocorrência de algumas doenças como por exemplo a pneumonia, câncer de pulmão, problemas coronarianos, bronquite crônica, além de câncer em regiões do corpo que entram em contato direto com a fumaça como garganta, língua, laringe e esôfago. O risco de ocorrência de infarte do miocárdio, angina e derrame cerebral é maior nos fumantes quando comparado aos não fumantes.
        Existem evidências de que a nicotina pode provocar úlceras gastro-intestinais. Entre outros efeitos tóxicos provocados pela nicotina, podemos destacar ainda náuseas, dores abdominais, diarréia, vômitos, cefaléia, tontura, bradicardia e fraqueza.

 

 

       Atualmente, é possível utilizar medicamentos, psicoterapias e  outras ferramentas para facilitar a vida de quem quer ou precisa parar de fumar. As pesquisas têm mostrado que o tratamento simples ou combinado, aumenta em muito a chance do fumante tornar-se um ex-fumante.

  

 

 

 

 

  

 

 

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

 

 

 Folder ABP sobre Tabagismo

 

 

  • Demências

      Demência é uma palavra que caracteriza um grupo de sintomas causados por uma doença que afeta o cérebro. Diversas doenças diferentes podem causar sintomas de demência, como alterações na memória e na capacidade de realizar tarefas que os portadores realizavam com facilidade antes, por vezes atividades simples como comer sem ajuda ou se vestir. Além disto, pessoas com demência podem apresentar alterações de comportamento, como irritabilidade ou inadequação.
     Os sintomas mais comuns de demência são:
- Alterações de memória: pessoas com demência apresentam dificuldade para lembrar-se de eventos. Geralmente a dificuldade começa com os eventos mais recentes e progride para os eventos mais remotos. Desta maneira, um paciente idoso com demência talvez se lembre mais facilmente do dia de seu casamento do que de sua última refeição. As alterações de memória levam os pacientes a realizar perguntas repetitivas e até mesmo a esquecer que já perguntaram alguma coisa.
- Dificuldades para realizar tarefas simples, como alimentar-se, vestir-se ou cuidar da higiene pessoal.
- Desorientação: pessoas com demência freqüentemente não conseguem recordar-se da data atual ou do local onde estão e podem se perder mesmo em lugares familiares.
- Mudanças de comportamento e personalidade: pessoas com demência podem apresentar mudanças bruscas de comportamento, tornam-se mais facilmente irritáveis ou suspicazes.
- Perda da iniciativa.
      Para diagnosticar corretamente uma demência é necessária a realização de um exame médico, que será feito por um psiquiatra ou outro médico habilitado, que avaliará o comprometimento de diversas funções como a memória, a linguagem e a capacidade de realizar tarefas e poderá fazer exames para determinar a causa precisa da demência, de modo a instituir um tratamento adequado.
     Diversas doenças podem causar sintomas como os descritos. Afecções cerebrais como um acidente vascular cerebral (conhecido popularmente como “derrame”) podem causar demência, assim como deficiência de algumas vitaminas ou doenças degenerativas como a doença de Alzheimer. A causa da demência pode determinar mudanças em sua evolução (mais rápida ou mais lenta, estacionária ou progressiva) e demandar tratamentos específicos.
     O tratamento será realizado de acordo com a causa da demência e o estágio de evolução da doença. Alguns medicamentos podem alentecer a evolução da doença e as conseqüentes perdas de habilidades. Demências com causas específicas (como uma deficiência de vitamina ou alterações estruturais no cérebro como hidrocefalia) têm tratamentos específicos. Além disto, medidas de psicoeducação são fundamentais para auxiliar os pacientes e seus cuidadores.